Como a pressão estética pode estar influenciando a sua alimentação?

Florianópolis

Como a pressão estética pode estar influenciando a sua alimentação?

A pressão estética é a pressão social que todos nós sofremos para nos encaixar nos padrões de beleza definidos pela sociedade. A pressão estética afeta a todos nós, mas de formas diferentes. Mulheres brasileiras costumam sofrer pressão estética para serem magras ou saradas, enquanto homens precisam ser musculosos, fortes, grandes. O padrão de beleza também muda conforme a cultura que você está inserido(a) e de acordo com o tempo. Mas há uma coisa em comum a todos os padrões de beleza: é inalcançável para a maior parte da população. Quando não havia muito acesso à comida e uma grande parcela da população passava fome, por exemplo, o padrão de beleza era ser mais gordo. Hoje a situação se inverteu e o padrão de beleza é ser magro.

E é importante ressaltar que mesmo pessoas que estão no padrão de beleza sofrem com a pressão estética. Tanto para manter o corpo daquela forma, quanto para atingir tamanha perfeição. Você tem que ser magro, mas não muito, musculoso, mas não tanto. Você precisa ter o nariz dessa forma, a boca daquela e a bochecha de outra. Você precisa ser grande nos lugares certos (seios e bumbum, por exemplo). Sempre haverá alguma coisa que você ainda precisa mudar. E os procedimentos estéticos não param de surgir para “consertar” as suas características físicas, que te diferenciam das outras pessoas, mas que viram problemas por estarem fora do padrão de beleza.

Mas o que tudo isso tem a ver com a alimentação? Assim como a cada dia surgem procedimentos estéticos que prometem te deixar cada vez mais próximo(a) do padrão de beleza, também surgem alimentos e dietas que prometem emagrecimento, redução de medidas corporais, aumento de massa muscular, redução de gordura corporal, entre outros. Com isso, muitas pessoas passam a acreditar que se comerem certos alimentos ou fizerem aquela dieta específica, irão conseguir moldar o corpo para chegar mais próximo do padrão de beleza. Mas nosso corpo não é massinha de modelar. Cada um tem a sua genética e o seu biotipo, e mesmo que possam ocorrer modificações corporais como consequência de uma vida saudável, existe um limite fisiológico.

Além disso, nenhum alimento por si só tem a capacidade de emagrecer ou de engordar. É a alimentação como um todo que precisa ser saudável para que você consiga se manter no seu peso saudável (não o calculado pelo IMC, mas o que você consegue manter sem fazer restrições alimentares e atividade física em excesso). E tanto os alimentos mais nutritivos quanto os menos nutritivos entram em uma alimentação saudável. Enquanto uns nutrem o corpo, outros nutrem a alma. Reduzir a alimentação aos nutrientes de cada alimento, ou usá-la como meio para atingir um corpo, é desconsiderar as funções emocionais, sociais e culturais que a comida tem em nossas vidas. E não tem como isso dar certo por muito tempo. 

E o que podemos fazer para não sermos tão reféns da pressão estética? Para começar, é preciso se informar e passar a ser mais crítico em relação as mensagens que recebemos diariamente em relação a padrão de beleza. Além disso, muitas vezes é necessário trabalhar questões de aceitação ou neutralidade corporal. Existem vídeos, podcasts e blogs sobre o assunto, se você quiser começar a se informar sobre o tema. Mas muitas vezes essas questões com o corpo são mais profundas e um profissional capacitado pode te ajudar nisso. 

Se você quiser indicações de materiais sobre aceitação ou neutralidade corporal, ou quiser ajuda nesse processo, quero que você saiba que estou aqui para te ajudar. Você pode entrar em contato pelo número (48) 9 9115-5085.

Amanda Brognoli Domini – Nutricionista Comportamental

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