Acupuntura – Meditação na Medicina Chinesa

Florianópolis

Acupuntura – Meditação na Medicina Chinesa

Sabia que a Meditação é o primeiro pilar da Medicina Chinesa? Como essa premissa influencia a prática terapêutica da Acupuntura?

Num contexto em que receitas e práticas, sejam alimentares, corporais, espirituais, são oferecidas e dadas na internet, nos grupos a todo momento, como fica a conexão do indivíduo consigo mesmo? O que o indivíduo sente ao experimentar as receitas e os conselhos enviados? A prática da Acupuntura também é recheada de protocolos prontos e conselhos alimentares e corporais, e tudo pode ser válido, mas como o paciente recebe tudo isso? Como podemos ver o paciente além de um receptáculo de receitas e conselhos? Quando entramos no estado de presença, estado meditativo, deixamos os julgamentos por instantes, as doenças podem ser vistas como caminhos e não necessariamente algo a ser combatido, e o paciente é o Sujeito Criador, que pode criar e descriar, e o Terapeuta pode ser apenas o leitor observador num primeiro momento, que pode auxiliar nesse processo, e isso exigirá o conhecimento da Arte ou da Medicina, mas também a abertura e presença. Quando entramos nesse estado de percepção, o paciente também é convidado a entrar, e o foco deixa de ser as doenças e os problemas trazidos, e passa a ser o indivíduo como um todo, e ele também sai do papel do receptáculo (também vitimizador) que deve seguir todas as receitas e conselhos dados, e começa a poder escolher outros caminhos de acordo com o que sente e reage do que experiencia. Essa presença nos traz consciência, e a consciência nos traz escolhas, o que pode ser mais libertador do que criar a ideia de curar ou combater algo ou estarmos melhores ou piores. O Tao propõe os momentos do não fazer, não interferir, não intencionar, também como Caminho.

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