Ciclos

Florianópolis

Ciclos

A natureza é composta por ciclos e a natureza do Ser Humano não é muito distinta. Possuímos ciclos emocionais de tristeza, alegria, angústia, melancolia, solidão, felicidade, receio, extroversão, introspecção. Bem como, um funcionamento psicológico que afeta o estado emocional e é afetado por ele. Contudo, a natureza possui sua sabedoria intrínseca, ciclos orquestrados de maneira magistral, fluída, dinâmica e interconectada. E nós, indivíduos, fluímos em nossos sentires, em nossas emoções, em nossos estados psicológicos dessa mesma maneira magistral ou esses estados tomam posse do estado (in)consciente? Nos conhecemos em nossos ciclos? 

A decisão de ingressar em um processo psicoterápico é um primeiro passo de adentrar em uma jornada longínqua de autoconhecimento, além de um passo corajoso. Muitos associam um acompanhamento psicológico a indivíduos que padecem de enfermidade mental. Um julgamento precipitado, ingênuo e equivocado das potenciais contribuições da psicologia na vida humana – individual e coletiva. O espaço clínico e terapêutico nos serve justamente para, com auxílio de um profissional qualificado, analisarmos aquelas dores e mágoas guardadas a sete chaves, desconfortos e angústias incompreendidas, a ausência de sentido nas escolhas ou mesmo a ausência de qualidade de vida, ausência de qualidade nas relações interpessoais, profissionais e afetiva-amorosas. Ou, mesmo aos indivíduos que se encontram em um estágio de bem-estar, satisfação e plenitude, o acompanhamento psicológico pode auxiliar a ampliar o autoconhecimento e desenvolver uma maior percepção sobre si e estratégias de manutenção desse estado positivo. Somos reféns de nós mesmos quando estamos inconscientes de nosso padrão e funcionamento emocional e psicológico. Além de questões diversas que nos atravessam ao longo de nossa constituição humana dentro de nossos ciclos – infantil, juvenil e adulto – que por vezes nos marcam e compõem um modus operandi prejudicial a saúde física, psicológica e emocional.

Por isso, escolher olhar para si é um ato de coragem, que abrirá portas para o mundo interno e a visão para o mundo externo. Ato que implica responsabilidades! Responsabilidade sobre si, responsabilidade sobre o outro, responsabilidade sobre nossas relações. Tomar as rédeas da vida com as próprias mãos, transformar a reação em ação e assumir um compromisso com a própria transformação pessoal. O acompanhamento psicológico nos serve para ressignificar vivências, reestruturar padrões, amadurecer e desenvolver o conhecimento emocional, compreender as influências inconscientes tão presentes em nosso dia-a-dia e em nossas relações. O processo de estar consciente nos permite, de fato, nos abrirmos para viver o novo como novo, que vejamos o novo dia como um novo dia, não como um padrão de repetição de relações, de vivências, de trocas que, por vezes, já não nos faz sentido e, muito menos, nos satisfaz. Trata-se de um ato de coragem escolher vivenciar o que nos faz sentido, com o que sentimentos que de fato corresponde ao que sentimentos. Nesse percurso é necessário desapegar dos medos, sair da zona de conforto, desapegar do que já não nos faz sentido, procurar caminhos alternativos. E você, está preparada(o) para dar esse passo?

André Luiz Cohn

Psicólogo Clínico 

Gineterapeuta e Terapeuta. 

Facilitador de Grupos Terapêuticos.

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